Nota e fotos da exibição especial do documentário “hera” no ICBA – Goethe Institut

Exibimos sexta, 9 de março de 2012, o documentário “hera” no cine-teatro do Goethe Institut (ICBA). Entre o público que prestigiou o doc, comoveu-nos a presença do ilustre escritor Hélio Pólvora. Surpreendeu-nos muito alegremente a presença de Jaime Figura, inusitado artista performático e já folclórico no cenário cultural de Salvador e das ruas do Pelourinho. Gratificante também as presenças do cineasta Antônio Olavo (realizador de diversos documentários, entre os quais “Quilombos da Bahia”), do artista plástico Guache Marques e, claro, de todas as pessoas que prestigiaram o documentário.

Estavam presentes também poetas que participam do documentário, que aliás são os sujeitos que o constroem e conformam a sua substância histórica e poética. Para os realizadores, tratou-se de uma primeira justiça: mostrar o resultado do trabalho para os próprios protagonistas. E uma segunda justiça: oferecer ao público, para apreciação e crítica, um documento audiovisual que consideramos de relevância cultural para a Bahia.

Importante também termos recebido os primeiros retornos, ainda como breves impressões, de tais protagonistas. Para fortalecer o caráter documental do filme, sem diminuir a autonomia autoral, é imprescindível a retomada da construção das interpretações dos complexos contextos após a primeira exibição do documentário.

Nesse sentido, estamos a experimentar um processo novo para nós: a negociação entre a visão autoral dos realizadores e a recepção dos protagonistas sujeitos do documentário. É possível que, embora apresentemos a versão final do documentário (que refletirá muito mais a nosso recorte da experiência de filmar e conversar com os poetas do que as verdades de cada um), continuemos um processo de trocas e interpretações contínuas, que favorecerão de forma complementar – através de debates sobre o doc – o seu aspecto documental, seu próprio fundamento. Imprescindível também que o público que assistiu o doc (e que venha a assistí-lo futuramente), façam críticas e comentários através do nosso sítio, nas plataformas do forum, no Docset, ou enviando emails.

O doc “hera”, dado que foi realizado de forma independente, ainda não tem meios de distribuição. Nosso esforço, entretanto, será o de disponibilizá-lo em breve para livre acesso dos interessados através do sítio Bahiadoc – arte documento, ou, sendo possível, realizando outras exibições.

Agradecimentos ao Goethe Institut pelo apoio à exibição e a Acelino, pelo suporte técnico à projeção.

Um agradecimento especial e um “coletivo abraço” (imitando Drummond…) a todos que prestigiaram o documentário “hera”, valorizando este rico capítulo da poesia baiana.

Dos realizadores Fabricio Ramos e Camele Lyra Queiroz.

Momentos da exibição especial no cine-teatro do Goethe institut (ICBA), 9 de março. (Fotos de Lívia Cunha e Joaquim Neto).

Guache Marques e Uaçaí Lopes

acima: Guache Marques e Uaçaí Lopes (foto: Mário Joaquim)

Valtério

acima: Valtério (ilustrou edições da revista Hera) e esposa (foto: Mário Joaquim)

Wilson de Jesus e Camele

acima: Wilson de Jesus e Camele (foto de Lívia Cunha).

acima: Antônio Olavo, cineasta (foto: Lívia Cunha).

acima: plateia no cine-teatro do Goethe Institut (ICBA) (foto: Lívia Cunha).

acima: plateia no cine-teatro do Goethe Institut (ICBA) (foto: Lívia Cunha).

acima: Uaçaí Lopes na plateia (foto: Lívia Cunha)

acima: Roberval Pereyr e Washington Queiroz (foto: Lívia Cunha).

acima: poetas Roberval Washington conversam com o público (foto: Lívia Cunha).

acima: plateia no cine-teatro (foto: Mário Joaqim).

acima: escritor Hélio Pólvora (foto: Mário Joaquim).

acima: cine-teatro do Gethe Institut logo após a sessão (foto: Mário Joaquim).

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